Espiritismo na Dança

“Dança é prece para a Vida.”

21.10.10

Semana Nacional de Arte Espírita

PALAVRAS DO PRESIDENTE DA ABRARTE

Estimados irmãos.
Desejamos a todos os companheiros que estarão envolvidos ao longo desta semana com apresentações, exposições, estudos e seminários, muita luz e proteção espiritual, para que todos os eventos relativos à Semana Nacional de Arte Espírita sejam coroados de êxito.
Finalmente, conseguimos concretizar esse grande ideal de Leopoldo Machado, que nos foi trazido por nosso querido Gláucio, lá em Vitória, em 2008. Ainda trazemos na memória o entusiasmo, a convicção e a alegria com que nosso mesquitense defendeu a proposta, naquele dia memorável. Que possamos resgatar aqueles momentos tão sublimes e levantar bem alto esta bandeira da Arte Espírita, uma Arte realmente Nova, que vem falar de Vida, de Espiritualidade, de valores verdadeiramente éticos e Cristãos. Que os bons Espíritos continuem nos incentivando, nos iluminando e nos auxiliando nessa empreeitada! Contamos com vocês, queridos amigos espirituais, e dedicamos esse grande evento a todos vocês, desbravadores da Arte Espírita!
Companheiros, com emoção relembramos tantos momentos extraordinários que passamos juntos. Que possamos resgatar todos os sentimentos vividos durante os vários fóruns, ao longo desse tempo.
Aos nossos irmãos mais próximos, do Paraná, que participaram do nosso singelo 1° Fórum, em Florianópolis, acreditando na proposta que acabou dando a arrancada para todo esse movimento. Posteriormente, os guerreiros de São Paulo e Minas que se juntaram a nós em Curitiba, no 2° Fórum.  Aos goianos, baianos e capixabas que se agregaram em Araras. E daí pra frente, cariocas, piauienses, tocantinenses, cearenses, potiguares, pernambucanos, sergipanos, brasilienses, amazonenses, paraibanos e matogrossenses vieram trazer suas energias. Não podemos esquecer ainda dos companheiros do Pará, Rio Grande do Sul e Roraima que, apesar de não poderem estar presencialmente nos fóruns, também são membros de nossa família através dessa lista. E irmãos de outras terras ainda não conquistadas mas que, quiçá, em breve estarão conosco.
Que aquela singela e sublime estrela cadente que sobrevoou a FEEB na noite extraordinária em que foi fundada a Abrarte, qual a estrela que guiou os magos reis à manjedoura do Nazareno, possa brilhar forte em nossas mentes e corações. Vamos iluminar o Brasil com a mensagem sublime e verdadeira do Espiritismo.
Um grande beijo a todos, com carinho e muitas saudades!
Rogério
NEA/Abrarte/Florianópolis
PS: Amigos, não esqueçam de registrar (fotografia e/ou vídeo) todas as atividades da Semana da Arte, em suas cidades e depois encaminharem para nós, para montarmos um grande arquivo para os anais da história do movimento artístico espírita brasileiro!
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9.9.10

Semana Nacional de Arte Espírita

Informativo da Associação Brasileira de Artistas Espíritas

Edição Especial - 7 de setembro de 2010 - n° 240 - Ano 5


Especial


Semana Nacional de Arte Espírita

Abrindo novos caminhos para a Arte

A Associação Brasileira de Artistas Espíritas promove, entre os dias 16 e 24 de outubro de 2010, a Semana Nacional de Arte Espírita, com o objetivo de divulgar o trabalho desenvolvido pelos grupos e artistas espíritas brasileiros vinculados à Abrarte; promover o congraçamento dos artistas espíritas brasileiros compromissados com a causa espírita aos ideais da Abrarte; despertar o movimento espírita brasileiro e a sociedade em geral para a existência de um movimento artístico compromissado com a busca da qualidade estética e com o Espiritismo;  e integrar o calendário de comemoração do centenário de nascimento de Francisco Cândido Xavier, proposto pelo Conselho Federativo Nacional, da Federação Espírita Brasileira.

Inspirada na Semana de Arte Moderna de 1922, a Semana Nacional de Arte Espírita difere daquele evento cultural por não se realizar num único local, mas simultaneamente em vários Estados brasileiros, nas seguintes cidades: Americana/SP, Belo Horizonte/MG, Blumenau/SC, Brasília/DF, Campinas/SP, Campos/RJ, Caucaia/CE, Curitiba/PR, Duque de Caxias/RJ, Fortaleza/CE, Florianópolis/SC, Franca/SP, Mesquita/RJ, Natal/RN, Nilópolis/RJ, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA e Teresina/PI.

Relacionamos a seguir a programação completa da Semana Nacional de Arte Espírita, em cada cidade:

Americana/SP

SEGUNDA - 18/10

20h00 - Apresentação musical, intercalado com declamação de poesias, pelo Grupo Vocal Flora-Luz, e apresentação do Grupo de Teatro da Mocidade, no Centro Espírita Flora-Luz

SEXTA - 22/10

19h00 – Apresentação do Grupo Vocal Flora-Luz; Rênia Vilela e Fernando César; Mara Moura, Rosa Moura e Paulo Oliveira; Clayton Prado e Elaine Prado; Marlene, Herbert, Maurício e Jeferson (Família Moura); Grupo Musical Seareiros de Jesus; Wilson Franchi; Simone Amado Bertini; e Grupo Teatral Cardume, no Centro Espírita Chico Xavier.

Belo Horizonte/MG

DOMINGO - 17/10

15h30 – Apresentações artísticas para público infantil, no Auditório da União Espírita Mineira (UEM)

18h30 – Apresentações artísticas de vários grupos e participação especial de Merlânio Maia, no auditório da UEM

SEGUNDA - 18/10

19h30 – Estudo com o tema “Cristo na Arte e no Coração”, no auditório da UEM

TERÇA - 19/10

19h30 – Estudo com o tema “Arte e Mediunidade”, com Adriano Alves, no auditório da UEM

QUARTA - 20/10

19h30 – Estudo com o tema “A Arte na Educação do Espírito”, com o grupo Espírito de Arte, no auditório da UEM

QUINTA - 21/10

19h30 - Estudo com o tema “Arte e Inspiração! Importância do Estudo Espírita”, com Gladston Lage, no auditório da UEM

SEXTA - 22/10/2010

19h30 - Apresentação de poemas de Marival Veloso de Matos, no auditório da UEM

SÁBADO - 23/10/2010

19h30 - Noite artística, com apresentação de vários grupos, no auditório da UEM

DOMINGO - 24/10/2010

19h00 - Noite artística, com apresentação de vários grupos, no auditório da UEM

Blumenau/SC

QUARTA - 20/10

19h30 - Palestra musicada com o Grupo Unidos na Arte, no Centro Espírita, Fé Amor e Caridade

SEXTA - 22/10

20h00 – Encontro Artístico do CRE-4, com apresentações teatrais e musicais do Grupo Unidos na Arte, na Sociedade Espírita Encontro Fraterno

SÁBADO - 23/10

15h00 – Palestra musicada com o Grupo Unidos na Arte, no Centro Espírita, Fé Amor e Caridade

19h00 - Palestra musicada com o Grupo Unidos na Arte, no Centro Espírita, Fé Amor e Caridade

Brasília/DF

SÁBADO – 16/10

19h00 - Apresentação do esquete “Chico Xavier – o anjo das escritas iluminadas”, pelo Grupo de Teatro Vida; exposição sobre Arte e Espiritismo, por Conceição Cavalcante, e apresentação da Banda Nova Luz, na Comunhão Espírita de Brasilia

DOMINGO – 17/10

17h00 - Show Musical a definr, na Associação Atlética Banco do Brasil

19h00 - Apresentação cênica “A estante ao vivo”, pelo Grupo Teatro Espírita Luz Acima, no Grupo Espírita Fraternidade

SEGUNDA – 18/10

20h00 - Apresentação de palestra musical, com o tema “Chico Xavier e a Arte”, por Sandra Ventura, no Centro Espírita Nosso Lar, Gama

TERÇA - 19/10

20h00 - Show musical no Centro Espírita Bezerra de Menezes, Brazlândia

QUARTA – 20/10

19h30 - Apresentação de Abadia Amorim, e do Grupo Musical Emmanuel, no Instituto Emmanuel

QUINTA – 21/10

20h00 - Show musical. Local a definir

SEXTA – 22/10

20h00 - Apresentação de curtas-metragem com mensagens espíritas. Local a definir

SÁBADO – 23/10

16h00 - Apresentação da peça infantil “A volta dos super-heróis”, pelo Grupo de Teatro Atualpa, na ComunhãoEspírita de Brasília

20h00 - Leitura dramática de “Das mesas girantes aos dias atuais”, pelo Grupo de Teatro Operários da Espiritualidade, no Lar Assistencial Maria de Nazaré, Samambaia.

DOMINGO – 24/10

10h00 - Apresentação de Beth Lacerda, com músicas do CD infantil, e da peça “A volta dos super-heróis”, pelo Grupo de Teatro Atualpa, no Grupo Assistencial Espírita Francisco de Assis

16h00 - Apresentação do Grande Coro Espírita de Brasília, no Grupo Assistencial Eurípedes Barsanulfo

19h00 - Apresentação de Poetas do Parnaso e da Banda Nova Juventude e convidados no Gremio Espírita Atualpa Barbosa Lima

Campinas/SP

DOMINGO - 17/10

– Apresentação do Grupo Musical Vozes do Amanhã, do Grupo Teatral Cativarte, do Grupo Tarumã e dos instrumentistas Ulisses Vedolvello. Horário e local a definir

DOMINGO - 24/10

– Apresentação da peça “100 anos de Chico Xavier”, pelo Grupo AMIC, e apresentação musical do Grupo Vozes do Amanhã, do Grupo Soar dos Clarins, e dos instrumentistas Nívea e Gomes. Horário e local a definir

Campos/RJ

DOMINGO – 17/10

15h00 – Apresentação de João Vidal, com músicas do CD Confia, na Feira do Livro Espírita, em São Vicente/Araruama

SEGUNDA – 18/10

16h20 e 19h20 – Palestra com o tema “Arte, Música e Doutrina Espírita”, por Júnior Vidal, na Escola Espírita Cristã Maria de Nazaré

TERÇA – 19/10

20h00 – Palestra com o tema “Arte, Música e Doutrina Espírita”, por Júnior Vidal, no Grupo Espírita Francisco de Assis

QUARTA – 20/10

20h00 – Palestra com o tema “Arte, Música e Doutrina Espírita”, por Júnior Vidal, na Casa de Caridade Maria Franc

QUINTA – 21/10

20h00 – Palestra com o tema “Arte, Música e Doutrina Espírita”, por Júnior Vidal, no Grupo Espírita Culto Pedro

Caucaia/CE

SÁBADO - 23/10

16h00 - Apresentação do esquete “Valorizando a Vida”, pelo Grupo Amigos em Cena, seguida de debate, no Lar de Clara

DOMINGO - 24/10

15h30 - Dia da Arte Espírita em Caucaia, com participação dos grupos Riso de Deus, Cantar é Viver, Lema, Tarcísio Lima e grupo Gotas de Orvalho, no Colégio Rubem Vaz

Curitiba/PR

DOMINGO – 17/10

18h00 - Show Musical com Ale Azumma, Cristiano Salge, Rui Graciano e Soraya Valente, Banda Self, Banda Arpejos da Alma, Banda Alma Sonora, no Teatro da FEP.

SEGUNDA – 18/10

20h00 - Palestra “Espiritismo com Música”, por Marcus Azuma, no Centro Espírita Paz

QUARTA – 20/10

20h30 - Apresentação da peça “Nosso Lar”, pelo Grupo de Teatro Rodrigo D’Oliveira, no Teatro da FEP

QUINTA – 21/10

20h30 - Apresentação da peça “Os Mensageiros”, pelo Grupo de Teatro Rodrigo D’Oliveira, no Teatro da FEP

SEXTA – 22/10

20h30 - Apresentação da peça “Missionários da Luz”, pelo Grupo de Teatro Rodrigo D’Oliveira, no Teatro da FEP

SÁBADO – 23/10

16h00 - Apresentação musical do Grupo Crianças do Centro de Apoio Irmã Sheila, e apresentação da peça “Causos de Chico Xavier”, pelo Grupo da Mocidade Espírita Paz, no Teatro da FEP

20h30 - Apresentação da peça “O Mistério da Mansão Winston”, pelo Grupo Integrarte, no Teatro da FEP

DOMINGO – 24/10

18h00 - Apresentação da peça “E se um dia…” (Paulo e Estêvão), com o Grupo de Teatro do Setor de Artes da FEP, no Teatro da FEP

Duque de Caxias/RJ

DOMINGO – 17/10

14h00 - Apresentação da peça “Mensageiro da Bondade”, pelo Grupo Crisálida; apresentação de Fabrício Loubach; de Magally Kintanilha; de Adail de Paula; de Vicente e Beto, e de Daniel Pelis, na AMEDUC (Arte na Mocidade Espírita de Duque de Caxias)

Fortaleza/CE

SÁBADO - 16/10

17h00 – 1° Festival de Música Espírita do Ceará, com participação especial do Grupo Ame e de Tarcísio José de Lima, no Teatro Emiliano Queiroz

DOMINGO - 17/10

17h00 – 1° Festival de Esquetes Espíritas do Ceará, com participação especial do Grupo Lema, com a peça “O Mistério dos Remédios Homeopáticos”, no Teatro Emiliano Queiroz

SEGUNDA - 18/10

19h30 - Palestra musicada, com o tema “Tocando as fibras da alma”, e apresentação do Coral Bezerra de Menezes, no Centro Espírita João o Evangelista

QUARTA - 20/10

19h30 - Apresentação do esquete “Valorizando a Vida”, seguida de debate, pelo Grupo Amigos em Cena, no Lar Espírita Chico Xavier

QUINTA - 21/10

19h30 - Palestra musicada, com o tema “Tocando as fibras da alma”, no Grupo Espírita Paz e Bem

SEXTA - 22/10

20h00 - Palestra musicada, com o tema “Tocando as fibras da alma”, no Grupo Espírita Paulo e Estevão

Florianópolis/SC

SÁBADO – 16/10

10h30 - Apresentação do Coral da SEOVE no Centro de Apoio ao Portador de Câncer (CAPC)

15h00 - Apresentação do Coral da SEOVE e do esquete “As aventuras de Capelino”, pelo Grupo de Teatro do NEA, na Sociedade Espírita Obreiros da Vida Eterna

19h30 - Palestra com o tema “Arte Espírita”, por Zeferino Sachet, com participação da Banda Inspiração e do Grupo de Arte Teatral Irmã Evanilda (SEEDE) no Centro Espírita Amor e Humildade do Apóstolo

20h00 - Palestra musicada com o Grupo de Canto Irmã Allegra, na Instituição Espírita Casa do Caminho

DOMINGO – 17/10

18h00 - Apresentação do esquete “Kardec, o Codificador do Espiritismo”, pela Cia. Teatral Espírita Caminhando com Arte, do esquete “A extraordinária história da Mediunidade”, pelo Grupo de Teatro do NEA, e do Coral do NEA, na Associação Espírita Fé e Caridade

SEGUNDA – 18/10

20h00 - Apresentação do Coral da SEOVE na Sociedade Espírita Obreiros da Vida Eterna

TERÇA – 19/10

20h00 - Apresentação da peça “Sonhos passageiros”, pelo Grupo de Teatro Athos, do Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis, no Auditório da Biblioteca Barreiros Filho

QUARTA – 20/10

19h30 - Lançamento do Vídeo-Teatro “Evangelho em Casa”, do Grupo Espírita Nossa Arte, no Centro Espírita Amor e Humildade do Apóstolo

20h00 - Apresentação do Coral da SEOVE no Centro Espírita Raul Machado

20h00 - Apresentação musical de Simone e Crema no Centro Espírita Leocádio José Correa

20h00 - Apresentação da peça “Ontem uma lembrança…”, pelo Grupo de Teatro do NEA, no Auditório da Biblioteca Barreiros Filho

QUINTA – 21/10

15h00 - Apresentação do Grupo Musical Esperança (CEFECJ) no Hospital Universitário

20h00 - Seminário “Espiritismo e Arte”, ministrado pelo Núcleo Espírita de Artes, na Sociedade Espírita Obreiros da Vida Eterna

SEXTA – 22/10

20h00 - Noite Artística, com Banda Inspiração e Grupo de Arte Teatral Irmã Evanilda, na Seara Espírita Entreposto da Fé (SEEDE)

SÁBADO – 23/10

17h00 - Apresentação do Grupo Vocal Espírita Maestro Waldenir Zanetti (Criciúma) na Sociedade Espírita de Recuperação, Trabalho e Educação - SERTE, Cachoeira do Bom Jesus

20h00 - 11° Concerto Espírita da Primavera, no Auditório de Cultura e Arte Espírita Dr. Bezerra de Menzes, da SEEDE

Franca/SP

SÁBADO – 16/10

16h00 – Oficina de música para Coral, na Casa Espírita de Assistência Sebastiana Naves de Souza

DOMINGO - 17/10

08h00 – Apresentação de sapateado e poesias, pelo Núcleo Arte e Educação (Artevidinha), do Instituto Arte e Vida, na Casa Espírita de Assistência Sebastiana Naves de Souza

QUINTA – 21/10

20H00 – Palestra Evangelho com Música, por Ewerton Meirelis e Ana Lívia de Oliveira Sartori, no Cento Espírita Luz e Amor

SÁBADO – 23/10

09h00 - Apresentação do espetáculo “Bisa Bia Bisa Bel”, pelo Núcleo Arte e Educação (Artevidinha), do Instituto Arte e Vida, no Centro Espírita Sebastiana Barbosa Ferreira

Mesquita/RJ

SÁBADO – 16/10

17h00 - Apresentão do espetáculo “Evolução”, pelo Grupo Crisálida; da Banda Arte & Consciência; e da peça teatrao “Sociedade dos poetas vivos - Parnaso de Além Túmulo”, pela Cia. Leopoldo Machado de Arte Espírita (Cialemarte), na Irmandade Espírita José da Luz

QUARTA – 20/10

20h00 - Palestra com o tema “Brave panorama da Arte Espírita”, por Glaucio Cardoso, na Irmandade Espirita José da Luz

SÁBADO – 23/10

16h00 - 9° Festival Carmelina Magalhães, com apresentação das oficinas da Casa de Cultura Espírita, e homenagem a João Prado e Cezar Saide, na Casa de Cultura Espírita de Mesquita

DOMINGO – 24/10

17h00 - Apresentação de Júnior Vidal, com músicas do CD “Confia”; do Grupo Crisálida; e da peça “Alegria Cristã - a história de Leopoldo Machado”, pela Cialemarte, na Casa de Cultura Espírita de Mesquita

Natal/RN

DOMINGO 17/10

09h00 - Apresentação da peça “Chiquinho para Crianças”, pelo Grupo Persona de Teatro Espírita, do musical “Canto de Paz” e “Brinquedo Cantado”, com Ricardo França. Local a definir

SEGUNDA - 18/10

19h00 - Sarau Poético: “Uma Noite em Parnaso”, com Canto de Paz (versão acústica), no Solar Bela Vista

DE TERÇA A SEXTA - 19 a 22/10

Horário comercial - Exposição de pinturas e vídeos, entre outras obras, no Natal Shopping / MidWay

QUARTA - 20/10

19h30 - Palestra com o teama “Auta de Souza e sua produção literária”, por Fábio Fidelis, na FAL - Faculdades de Natal

QUINTA - 21/10

19h30 – Palestra com o tema “Chico e a Arte Espírita”, na Livraria Siciliano/Midway Mall

SEXTA-FEIRA - 22/10

19h00 - 1ª Mostra de Arte Espírita do Rio Grande do Norte, na Sociedade Espírita de Cultura e Assistência - SECA

SÁBADO - 23/10

Das 13h30 às 17h00 - Exposição: “A arte Espírita”, com vivências de teatro, música, poesia e vídeo, na Sociedade Espírita de Cultura e Assistência – SECA

19h00 - Mostra de Arte: vídeo, Grupo Persona, Grupo Hauare/Cativar e Grupo Harmonia, na Sociedade Espírita de Cultura e Assistência – SECA

DOMINGO - 24/10

Das 8h30 às 12h - Exposição: “O artista espírita na sociedade”, com vivências de teatro, música, poesia e vídeo, na Sociedade Espírita de Cultura e Assistência – SECA

16h00 - Mostra de Arte: vído, Coral Paco Horo, Grupo Divina Luz e Canto de Paz, na Sociedade Espírita de Cultura e Assistência - SECA

Nilópolis/RJ

A programação da Semana Nacional de Arte Espírita em Nilópolis acontece paralelamente à 51ª Semana Espírita de Nilópolis, que contém a seguinte programação:

DOMINGO - 17/10

09h00 às 12h00 - Simpósio: Drogas, tratamento na prevenção - Raimundo Rodrigues, no Centro Espírita Caridade Guarani

18h00 - Apresentação da peça teatral “Chico Xavier, o Carteiro”, no Centro Espírita Caminhemos com Humildade, em comemoração do aniversário da Mocidade da casa

SEGUNDA - 18/10

19h30 - Palestra com o tema “Como é importante consolar”, antecedida por momento declamação de poesia, por Gláucio Cardoso, no Centro Espírita Maria de Nazaré

TERÇA - 19/10

19h30 – Palestra com o tema “E o mundo vai acabar, de novo!”, antecedida por momento declamação de poesia, por João Prado, no Grupo Espírita André Luiz

QUARTA - 20/10

16h00 – Palestra com o tema “A caridade de se falar de Espiritismo”, no Centro Espírita Clara de Assis

19h30 horas – Palestra com o tema “Espiritismo e política, uma questão de cidadania”, antecedida por apresentação do Grupo Espírita de Dança Asas da Alma, no Centro Espírita Amor e Fraternidade

QUINTA - 21/10

16h00 – Palestra com o tema “Mundo em transição, o ruído dos maus e o silêncio dos bons”, no Centro Espírita Humildes com Jesus

19h30 – Palestra com o tema “Mundo de regeneração e as nossas responsabilidades”, antecedida por apresentação da Banda Arte & Consciência, no Centro Espírita União Kardecista

SEXTA - 22/10

16h00 horas – Palestra com o tema “O evangelho no lar e nos corações”, no Núcleo Espírita Ponto de Luz

19h30 – Palestra com o tema “A alegria de ser Espírita”, antecedida por apresentação da Banda Nova Era, na Associação Espírita Semente de Luz

SÁBADO - 23/10

19h00 – Palestra com o tema “Terra, o quintal de nossa casa”, antecedida por apresentação do músico Thiago Brito, no Centro Espírita Leopoldo Machado

Domingo - 24/10

09h00 às 12h00 - Encerramento artístico da Semana, com Robson Ribeiro e João Prado, na Associação Espírita Seara de Jesus

Rio de Janeiro/RJ

QUARTA – 20/10

19h30 - Palestra com o tema “A música na casa espírita”, por Vitor Damiani, no Grupo Espírita Nosso Lar, na Ilha do Governador

Salvador/BA

SÁBADO - 16/10

19h00 - Apresentação da peça teatral “Francisco da Paz”, pela Comunidade Arte e Paz, no Centro Espírita Seareiros da Liberdade.

DOMINGO - 17/10

09h00 - Apresentação da peça infantil “Andar, andar, sem parar de transformar”, pelo Grupo Espírita de Arte (Gearte), na Praça dos Três Poderes.

17h00 - Apresentação da peça teatral “Viajantes do Tempo”, pelo Núcleo de Arte Espírita (NAE), no Centro de Cultura de Plataforma.

SÁBADO - 23/10

19h00 - Apresentações musicais com a “Banda Spirit” e o Coral do Centro Espírita Trabalhadores da Seara do Cristo, no Grupo Espírita Deus Cristo e Caridade.

DOMINGO - 24/10

16h00 - Apresentações musicais de Moacy Mendes e do Grupo Boa Nova, na Sociedade Espírita O Semador

Teresina/PI

SÁBADO - 16/10

18h00 - Apresentação do Coral Prece em Harmonia, Quinteto de Arte, Momento Poesia, Teatro da Mocidade e Neto Pimentel, no Centro Espírita Caminhando com Jesus

DOMINGO - 17/10

18h00 - Apresentação do Trio Vocal (Nérica, Victor e Márcio), do Grupo de Flauta Doce Sabiá e palestra com o tema “Arte e Espiritismo”, por Joselito Veríssimo, na Federação Espírita do Piauí

SÁBADO - 23/10

18h00 - Apresentação do Grupo Musical Sintonia; do Grupo de Teatro FACES; de Neto Pimentel e Banda; e de Merlânio Maia, no Auditório do CEFET


Para meditar


“A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita e a sua divulgação.”

Emmanuel


Expediente


criado por anapaz    14:57:46 — Arquivado em: Eventos

27.8.10

Inscrições para IX Mostra Espírita de Dança terminam em 4 dias!

São Paulo
Inscrições abertas para Mostra de Dança

A IX Mostra Espírita de Dança Oficina do Espírito, principal encontro nacional do gênero, acontece de 13 a 15 de novembro, na sede do Instituto de Difusão Espírita, em Araras (SP).

 Esta edição tem como tema Arte na Casa Espírita: Novas Formas de Ver, Nova Estética no Ser.

O evento é voltado para dançarinos, coreógrafos, grupos espíritas de dança e demais artistas do movimento espírita, oferecendo estudos sobre dança e arte à luz do Espiritismo, que embasam o “fazer arte” dentro da Casa Espírita, além de oficinas de aprimoramento técnico-artístico e apresentações de dança sedimentadas no conteúdo espírita-cristão.

As noites artísticas são abertas ao público em geral da cidade de Araras e municípios vizinhos, que podem assistir gratuitamente à programação.

As inscrições acontecem até o dia 30 de agosto, limitadas a 180 participantes.

Mais informações:

http://mostraespiritadedanca.wordpress.com/

 

criado por anapaz    19:22:16 — Arquivado em: Eventos

5.8.10

Falando de Dança e Espiritismo

ESPIRITISMO NA DANÇA

por Daniela L. Pereira Soares

almonova@ig.com.br

 

 

“…Cada vez que penso em dança; Meu corpo ganha uma vida exuberante; Um brilho que nenhum ser humano tem;
Minhas mãos falam várias línguas; Que todos conseguem entender; Meus pés ganham vida como se dançassem sós;
Meu corpo grita; Todas as palavras do meu espírito;
Como se eu nunca tivesse falado…”

                                                                       Mayra Santos

 

           

            Se apurarmos o nosso olhar no movimento de arte espírita, mais precisamente nas diferentes linguagens artísticas presente no movimento, veremos que, enquanto os grupos de música, os corais, os grupos teatrais representam centenas no movimento espírita, a dança ainda se move timidamente nestes cenários. Os motivos são inúmeros. Vão desde o preconceito com esta forma de arte, geralmente vinculada à sensualidade e temas menos dignos veiculados pela mídia até a falta de pessoas preparadas para trabalhar com um grupo de interessados, já que exige uma formação técnica.  Nosso intuito não é o de fazer comparações, nem quantificarmos qual linguagem artística têm mais adesões no movimento espírita, apenas aguçarmos mais o nosso olhar para enxergarmos a dança no contexto do movimento de arte espírita. Apesar de se verificar um crescimento no número de grupos espíritas de dança, sua representatividade ainda é pequena em relação às demais formas artísticas.

            Além de contextualizar a dança no movimento espírita, nosso objetivo é refletir sobre sua especificidade e os benefícios de sua prática de forma sucinta, baseando nossa fala na experiência de dez anos no trabalho de difusão do espiritismo na dança, do nosso contato com grupos espíritas de dança através da Mostra Espírita de Dança “Oficina do Espírito” [1], e do embasamento teórico de pesquisadores da dança e de autores da nossa vasta codificação como Léon Denis.

            Entendemos aqui, por grupo espírita de dança, um conjunto de pessoas, sejam jovens, adultos ou crianças que se reúnem regularmente para aprimorarem técnicas de dança, estudarem e montarem coreografias à luz do espiritismo, bem como realizarem apresentações.

           

                       

A dança no movimento espírita

 

“… Sim, certamente o Espiritismo abre á arte um campo novo, imenso e ainda inexplorado; e quando o artista reproduzir o mundo espírita com convicção, haurirá nessa fonte as mais sublimes inspirações, e o seu nome viverá nos séculos futuros, porque às preocupações materiais e efêmeras da vida presente, substituirá o estudo da vida futura e eterna da alma.”

                                                                                      Allan Kardec

           

            Há tempos temos observado que grande parte dos centros espíritas conta com um ou mais grupos de música, seja ele coral ou um grupo/banda de música. São muitos os grupos que lançam cd´s e fazem apresentações para público espírita e não espírita. Além disso, existem vários festivais, onde se estuda e se aprimora tecnicamente o trabalho vocal e tudo o que envolve a produção artística nessa área. O mesmo acontece na área da dramaturgia. Não podemos afirmar que toda casa espírita conta com um grupo de teatro, mas existe uma grande quantidade de grupos e festivais/encontros relativos a essa modalidade artística. Já a dança, é muito menos comum. Suas aparições se limitam a apresentações de fim de ano, onde um grupo se organiza e monta uma coreografia, geralmente turmas da evangelização infantil, às vezes aparece dentro de uma peça teatral onde há uma rápida performance ou numa apresentação de um grupo musical, onde algumas pessoas desenvolvem movimentos referentes à letra da música, ou nem isto, apenas movimentam-se seguindo o ritmo. Como dissemos anteriormente, menos comum que os grupos teatrais e musicais, existem grupos espíritas de dança, que trabalham especificamente esta linguagem artística, fazendo uso de técnicas e desenvolvendo um trabalho sério, mas em relação às demais linguagens artísticas seu número é muito reduzido.

            Buscando motivos para entender, para contextualizar, tentaremos listar alguns itens que podem explicar o porquê:

  • Preconceito – essa palavra é um tanto quanto forte, mas buscando a ajuda de um dicionário vemos que “preconceito é um conceito antecipado; opinião formada sem reflexão, superstição, prejuízo”.  Acreditamos que essa palavra cabe aqui em nossa discussão. A dança, diferente de outras linguagens, sofre com o preconceito. Geralmente quando se fala em dança, a maioria das pessoas a liga a sensualidade, a sexualidade, a imagens estereotipadas passadas pela mídia. Segundo OSSONA (1984), a dança, que muitos historiadores apontaram como a mais antiga das artes, é paradoxalmente – em sua forma culta – a de mais recente aparição entre nós.  Somado a isso, temos o pouco acesso que a maioria das pessoas tem a espetáculos de dança, contribuindo para que seja criado um preconceito, já que o modelo mais próximo é o passado pelos veículos de comunicação ou referente a própria cultura regional em que o sujeito está inserido.  Essa questão é muito interessante, porque estudando a dança em outras correntes religiosas verificamos o mesmo conflito, a mesma dificuldade nesta linguagem artística.
  • Outro fator está relacionado com a sua própria especificidade. A música e a dramaturgia têm a palavra a seu favor, o que facilita o entendimento da mensagem que se queira transmitir.  Já na dança, é preciso criar um movimento sem o uso da palavra, o que nem sempre é tão fácil.  A coreografia é criada sem um roteiro pronto, que se encontra numa obra, mas num roteiro que se constrói da interação do estudo da doutrina com a criação de movimentos relacionados com a mensagem que se queira transmitir ou fazer sentir.  Daí encontrarmos muitas pessoas com formação técnica na dança nos fazendo a clássica pergunta: Espiritismo na dança, como fazer?
  • A ausência de pessoas com formação técnica na área e que tenha conhecimento da doutrina, às vezes representa um empecilho, principalmente para os grupos que estão começando, pois apesar de terem um respaldo técnico de um profissional da área, a montagem da coreografia se torna encargo do grupo, já que exige estudo e conhecimento da doutrina espírita.

 

O objetivo de listarmos esses itens, não foi de qualquer forma o de fazermos um levantamento das dificuldades encontradas, mas de tentarmos entender porque a dança ainda aparece tímida no movimento de arte espírita, enquanto as demais modalidades aparecem de forma mais expressiva.

O panorama da dança no movimento de arte espírita vem se ampliando.  Muitos grupos têm sido criados e os já existentes buscam aprimoramento técnico e doutrinário.  O objetivo maior é a união dos grupos para que se ajudem mutuamente compartilhando experiências, produzindo materiais, organizando mostras, enfim, crescendo juntos.

 

Novos horizontes

 

 

“Usa a criatividade e a beleza da Arte para modelar o protótipo ideal do “homem novo” que será aquele que hoje se apresenta à tua frente como Espírito sedento de educação com amor”.

                                                                      Autor desconhecido

 

 

Segundo ACHCAR (1980), a dança em sua forma elementar é uma necessidade natural e instintiva do homem exaurir, pela movimentação, um estado emocional. É a arte do movimento e da expressão, onde a estética e a musicalidade prevalecem.

A dança, como as demais formas de arte acompanham o homem no seu processo evolutivo, evoluindo com ele.

 

“Como há evolução nos seres, há evolução nas artes. Têm-se os primitivos nas artes da mesma forma que nas ações e nas virtudes, porém a centelha sempre brilha nas condições nas quais pode manifestar-se para afirmar a grandeza de Deus.” (Dennis, 1922, p.77)

 

            Isto se torna claro se voltarmos nosso olhar ao homem primitivo e suas manifestações ainda desordenadas e instintivas e caminharmos com ele e sua dança pelo Egito, Assíria, Pérsia, índia, China, Grécia, Roma e Europa Ocidental, prosseguindo pela Idade Média, Renascença até nossos dias.

            A prática da dança permite ao homem enriquecer tanto qualidades físicas, como psíquicas e espirituais. No que diz respeito as primeiras podemos citar: a beleza corporal, a visão, a precisão, a coordenação, a flexibilidade, a tenacidade, a imaginação, a expressão, o trabalho em grupo, a cooperação, entre tantos outros benefícios. Mas é no campo espiritual que entendemos toda a sua extensão:

           

 

“Assim como a música trabalha com os movimentos interiores da alma, a dança exterioriza os movimentos do seu mundo interior. Dançando, o homem transcende o ser físico, adentrando na harmonia com o ser espiritual que há em si mesmo e exterioriza esse ser espiritual em vibrações harmônicas nos movimentos de seu corpo. A emoção vibra em seu coração e se exterioriza nos movimentos harmônicos do corpo, que representam os movimentos interiores da alma. O artista abre espaço no próprio espaço para a sua vibração que se expande além do visual e atinge o expectador que pode captar, não só pelos olhos e pelos ouvidos, mas entrando em sintonia com essa vibração.” (Alves, 2000, p.206)

 

            Daí a importância fundamental da reforma íntima, o grande diferencial que transforma nossa arte e nos transforma.  O objetivo primeiro de todo grupo espírita de dança – modificar-se.

            Finalizando nosso artigo, acreditamos que muito há o que ser estudado e pesquisado acerca da dança no espiritismo, estamos no limiar de um processo, mas o futuro depende do nosso trabalho no hoje.

Sabemos que há um longo caminho pela frente, cheio de pedras e às vezes espinhos, mas as flores e as alegrias nos esperam na medida do nosso esforço por renovarmo-nos.  Assim, num equilíbrio perfeito, o que deve nos mover é a busca pela técnica para que o nosso instrumento de expressão se torne cada vez melhor e a busca pela melhoria interior, para que sintonizados com o Alto possamos expressar pela dança nossa essência divina que emana de Deus.

 

                                                                            Daniela Luciana Pereira Soares        

 

Referências bibliográficas:

 

  • ACHCAR, Dalal. Balé uma arte.  2ª ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 1998.
  • ALVES, Walter Oliveira. Introdução ao Estudo da Pedagogia Espírita: Teoria e Prática. 1ª ed. Araras/São Paulo: Instituto de Difusão Espírita, 2000.
  • DENNIS, Leon. O Espiritismo na arte. 2ª ed. Rio de Janeiro: Publicações Lachâtre, 1994.
  • KARDEC, Allan. Obras Póstumas. 3ª ed. Araras/São Paulo: Instituto de Difusão Espírita, 1995.
  • OSSONA, Paulina.  A Educação pela Dança.  São Paulo: Summus, 1988.
  • ROCHA, Ruth. Minidicionário São Paulo: Scipione, 1995.

 



[1] A I Mostra Espírita de Dança “Oficina do Espírito”, aconteceu em 5 de Outubro de 2001 no Instituto de Difusão Espírita, na cidade de Araras/SP. Ela foi criada e idealizada pelos integrantes do Grupo Espírita de Dança Evolução.

Observando que dentro do meio espírita é muito comum se verem manifestações artísticas na área do teatro e música e muito raro na área de dança, resolveram organizar uma mostra de dança espírita, com o intuito de: divulgar e valorizar a dança como forma de expressão artística dentro do movimento espírita, propiciando espaço para que ela se desenvolva; promover a integração e a troca de experiências entre diferentes grupos espíritas de dança; estimular criação coreográfica embasada nos ensinamentos espíritas (nas obras básicas da codificação); propiciar o estudo e reflexão acerca da arte espírita. Em sua primeira edição, a Mostra Espírita de Dança “Oficina do Espírito”, contou com a participação dos seguintes grupos: Grupo JECAL – São Paulo/SP, Grupo Sáphyra - Recife/PE, Grupo FEH – São Paulo/SP, Casas André Luiz – SP/SP, Grupo Arte Vidinha – Franca/SP, Grupo de Dança Apae – Araras/SP, Grupo Espírita de Dança Evolução – Araras/SP e Grupo Graça e Luz – SP/SP. Desde então, a Mostra Espírita de Dança “Oficina do Espírito” nunca mais parou, realizou-se a segunda em Dezembro de 2002, contando com a participação de além dos grupos já citados, dos grupos de Leme, Pirassununga e de participantes de Campinas, Araraquara e São Carlos. A Mostra hoje, está na sua 7ª edição.

 

 

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24.6.10

ARTISTAS ESPÍRITAS: OS CAMINHANTES DO BEM

Ney Wendell[1]

“O bem mais humilde, é semente sagrada”.

                                                   (EMMANUEL, 2009, p. 136)

 

Neste início do Século XXI, diante de múltiplas crises, em destaque as sociais, emocionais, climáticas e espirituais, nos colocamos como artistas que estão vivenciando e comunicando um conhecimento consolador de vidas, nas bases da ciência, da filosofia e da religião que é o espiritismo.

Neste viver diário dos saberes e atitudes como exemplos entregues ao mundo, nos denominamos espíritas. É uma maneira sincera e solidária de afirmar o nosso lugar de artista que retirou os véus do mundo dos espíritos; reconheceu-se como cristãos entregues a amorosidade; que se sabe que é Divino e que vem se manifestando em diversas reencarnações; legitimou-se pela consciência e responsabilidade com sua missão em ajudar e agradecer, criando obras para impulsionar o planeta de regeneração;  vem renovando seus talentos na atuação humilde para sua transformação e a do mundo através das artes; e como expressão maior de seu estado como espírita se propõe, cotidianamente, a atuar como pessoa do bem.

Seguindo esta prioritária característica do artista espírita, construímos alguns norteadores de atitudes e saberes que confirmam a atuação benéfica no mundo. Isto se deu a partir dos textos “O Homem de Bem” do Evangelho Segundo Espiritismo e “Caracteres do Homem de Bem” do Livro dos Espíritos, nos quais levantamos alguns norteadores para nossa atuação pelo bem fazer, potencializado pelas artes.  Estes pontos afirmam que “o verdadeiro homem do bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e de caridade na sua maior pureza” (KARDEC, 1974, p. 354). Sendo assim, o artista é o buscador desta pureza como metáfora do nosso transparecer em beleza e cuidado consigo, com o outro e com o mundo.

Encontraremos aqui extratos de atitudes mínimas e aprendizados contínuos para nossa manutenção espiritual como artistas do bem, capazes de enfrentar a nossa transformação e erguer-nos, numa entrega sincera, ao bem estar coletivo através de nosso amor como obra.

Acreditamos que nosso talento é um poder divino em diálogo sensível e solidário com o mundo, mantendo nossos ouvidos atentos ao que Kardec (1974, p. 354) nos alerta ao dizer: “se Deus lhe deu o poder e a riqueza, olha essas coisas como um depósito, do qual deve fazer uso para o bem”.

Os caminhantes

Junto a estes esclarecimentos iniciais, informamos que o termo utilizado no título como “caminhantes”, se traduz em 04 definições que apresentam a versatilidade e as múltiplas competências integradas dos artistas ao serem canais do universo bondoso. A simbologia do caminhar é coloca como jornada de vida nesta encarnação, em que constituímos uma personalidade, uma história e suas tramas para cumprir uma missão, como artistas do amor.

As 04 definições são estas:

- Caminhantes como aqueles que estão na trilha, desbravando novos horizontes, mas ao mesmo tempo, criando caminhos em potencial para que outros andarilhos possam usufruir as beneficies descobertas e vivenciadas.

- Simultâneo ao andar, cada artista vai durante o caminho ensinando os outros a caminharem, sendo um educador de almas pela repercussão de suas obras, por facilitar a apreciação de exemplos salutares de produções artísticas ou apenas a dedicação em ir transmitindo seu ofício a outrem.

- No caminho permanece consciente da estrada que está seguindo, observando cada detalhe como anúncios de seus aprendizados, atentando-se para cada emergente como aberturas de novos caminhos e as pessoas que chegam ou passam, sejam públicos e companheiros diversos, formam a beleza da convivência no caminhar.

- O artista sabe é integrado à natureza em toda a sua complexidade, vibrando junto com tudo que os cerca, pois sabe, que é aquele que anda, é também o próprio caminho em si e o centro do objetivo da caminhada, pois, a jornada é uma auto-transformação.

 

Os guias atitudinais

Como ponto central e de maior importância para a construção deste texto, vamos disponibilizar os pontos de ações pessoais como “guias atitudinais”, em que se juntam passos necessários para nossa constituição de espíritas na prática.

Entendemos que estes guias não são receitas ou explicações definitivas, mas, apontamentos que nascem de um profundo amor pelos companheiros da jornada, que estão vivendo neste contemporâneo mundo desafiante e precisam compreender a imensa responsabilidade espiritual de ser artista.

Seguem então os guias atitudinais do artista espírita em sua caminhada do bem.

Interrogar a si mesmo

Estamos a cada momento criando e vivenciando aprendizagens, sejam por experiências felizes ou dolorosas, em que é preciso estar consciente diante das responsabilidades pelas escolhas de ações e reações que fizermos. Para isso, é prioritário olhar para si mesmo com um amplo afeto e respeito, escutar o que o corpo diz, o que o coração pede e o que a mente percebe, gerando perguntas claras para consigo mesmo.

São argumentações que vão alimentando respostas saudáveis, aprofundando-se cada vez mais e até entender-se como o principal sábio de nossa alma, fazendo os devidos balanços da jornada. É o exercício do observador atento e preparado para agir com consciência, fortalecendo a singular capacidade de escutar e compreender com amor as experiências diárias de crescimento.

Olhar o outro como irmão

Na convivência em que o amor é tornado o elemento das atitudes simples, pessoas desconhecidas não existem, pois, cada um passa a ser reconhecido como nosso elo divino, nosso irmão de jornada espiritual e que agora a nossa transformação determina o mútuo crescimento. As pessoas que chegam aos artistas como público são companheiros que, pela sincronicidade bela do tempo, estão juntos para aprender.

Como irmãos, vamos cuidar com amor sincero e escutar o que o coração do outro diz, sabendo dialogar com sensibilidade familiar. São processos de vinculação bem explicados por Meimei (2008, p. 38) que fala dos elos que se unem a outros numa corrente “para serem mais úteis e poderem servir melhor”, esclarecendo que nossas vidas estão ligadas “a outras vidas, a outros seres. Um depende do outro. E, no auxílio mútuo, existe a fraternidade”.

Elevar-se

Os nossos atos de artistas são minhas trilhas para o aprendizado mental, espiritual, emocional, social e físico, construindo, através de minhas obras, conteúdos para minha transformação.

É fundamental perceber que o processo artístico é sempre novo a cada dia, pois, nascem diferenças pessoais que, pela escolha saudável, são frutos de aprendizagens em saberes para si e para o outro. A medida desta elevação diária é a presença progressiva da disposição em doar, em servir à transformação do mundo através da entrega e da mudança amorosa mais íntima.

Respeitar os direitos

Estamos numa convivência ética e na atuação permanente como cidadãos no mundo, cumprindo deveres que estão além da matéria e se ampliam na energia do amor divino ao próximo. Mas, neste processo, nos perdemos com “os melindres pessoais, as falsas necessidades, os preconceitos cristalizados” que geram “a cegueira do espírito”, procedendo daí, “imensos desastres para todos os que guardam a intenção do fazer, dando ouvidos, porém, ao personalismo inferior” (EMMANUEL, p. 362). Desta forma, temos que ter a sabedoria do conviver com as diferenças, com a diversidade e criar diálogos artísticos que sejam de união e amor com o outro.

Em cada sociedade, com suas devidas culturas e costumes, existem acordos de convivência e que devemos respeitar, sabendo o momento certo de auxiliar na reconstrução social e na renovação de valores que transformem a realidade. Por isso, André Luiz (2004, p. 105) nos diz sobre a necessidade da consciência de que “toda vez que criticamos alguém, estamos moralmente na obrigação de fazer melhor que esse alguém a tarefa em pauta”.

O respeito ao conhecimento, a ancestralidade e a experiência do outro é fundamental para revelar que cada um tem sua beleza diversa e está se expressando no mundo.

 

Multiplicar pelo exemplo

Mais do que nossas obras, o nosso ato diário conosco e com os outros revelam o que somos, como estamos e quais as nossas escolhas, servindo na vida pública e pessoal de artista, como exemplo saudável e responsável pelo bem estar coletivo.

São as velhas frases “fazemos o que falamos”, “saber é fazer”, “nossos ouvidos são os primeiros a saber” etc., contemplando várias explicações sobre a demanda real do “ser” no viver mais verdadeiro possível. Neste sentido é “importante pensar que não apenas teremos o que damos, mas igualmente viveremos o que proporcionamos aos outros” (EMMANUEL, 1969, pg. 15).

Compreender a vida espiritual

Sabemos que somos espíritos e que estamos encarnados numa dimensão terrena, numa freqüência energética diferente de outros planos mais sutis. Somos energia que convive com outros espíritos desencarnados, que influi na saúde do planeta e que mobiliza as vibrações de seres vivos e espaços que nos cercam. Além disto, estamos encarnados e trazemos na bagagem da personalidade atual, nossas conquistas espirituais de várias vidas passadas. Para Emmanuel (1980, p. 103), “o mundo impressivo dos artistas tem permanentes relações com o passado espiritual, de onde extraem eles o material necessário para a construção espiritual de suas obras”.

É preciso, como artistas, retirar este véu para que a sociedade compreenda que isto é um fato simples e da natureza. Por isso, nossas obras tem um imenso poder de revelar estes saberes espirituais e facilitar a compreensão pelo sentir e pela imaginação mais interna, proporcionada pela experiência estética e escapando-se do racional limitante.

Ver inimigos como espelhos

Aqueles que nos agridem, ofendem, interrompem nossa jornada de trabalho como artistas são reflexos claros de nossas dificuldades, vícios, distúrbios emocionais e desconhecimentos, mostrando-se como um espelho que revela o que é necessário se transformar em nós.

Devemos ativar um ato interno de agradecimento por cada um destes que chegam e nos trazem estas revelações duras e cruéis, mas que precisam, sem medo, serem enfrentadas com o profundo amor e a disposição de alma para aprender. Há a necessidade de se disponibilizar para saber viver o encontro com o que nos faz mal, com aquilo que negamos, e assim, perceber que quanto menor o medo, maior a percepção da proteção divina.

Isto se dá, pois, não estamos sós no universo e mantemos os ouvidos atentos ao que Emmanuel (EMMANUEL, 1969, p. 14) nos diz:

Ainda mesmo quando te vejas absolutamente a sós, no trabalho do bem, sob a zombaria dos que se tresmalham temporariamente no nevoeiro da negação e do egoísmo, não esmoreças.

Ter fé

Nossa profunda alertadora da psicologia do ser, Joanna de Angelis (2008a, p. 77), no diz que “as vidas fortes são aquelas que se inspiram no amor e fruem o néctar da bondade que sabem espargir”. Por isso, a coragem e a certeza interna nos guiam para enfrentar com afeto e solidariedade as adversidades do mundo.

Escutamos a nós mesmos e sentimos quais os melhores caminhos, qual a missão que nos dá mais força e determinação e, assim, praticar o discernimento para manter o próprio bem estar e os das pessoas que iremos atingir com nossas obras artísticas. A facilidade de ver o que é melhor e mais saudável vem de nossa reflexão e empoderamento mais íntimo possível, sabendo no cotidiano simples, que há uma orientação espiritual bondosa quando nos mantemos nesta sintonia do bem.

Ver dores como aprendizados

O nosso corpo, nossas emoções e pensamentos, formam um conjunto mantido por nossas energias junto com as emanações do universo, e quando nos perdemos, enfraquecemo-nos ou apenas desrespeitamos a nossa natureza própria, gerando dores.

Fatos doloridos, doenças paralisantes da jornada ou repetições perturbadoras de nosso ser, são sinais ou acordes bem audíveis, revelando que há um aprendizado a ser sentido e reconhecido. Quando mais doentes estamos e não cuidamos, mais nossas obras artísticas gerarão doenças nas pessoas, pois, produzimos e fazemos repercutir energias por nossas diversas produções estéticas.

É visível na atualidade que as dores são alertas, por isso Emmanuel (1980, p. 44) nos mostra que

Toda dor física colima o despertar da alma para os seus grandiosos deveres, seja como expressão expiatória, como conseqüência dos abusos humanos, ou como advertência da natureza material ao dono de um organismo.

Desta forma, torna-se imprescindível compreender e agir na construção da saúde integral (físico, emoção, mente, relação social e espírito) e sentir cada experiência em reflexão, sabendo que a dor esclarece. O elemento vitalizador de nossa saúde é o amor que “se expande como força co-criadora, estimulando todas as expressões e formas de vida”, fazendo com esta energia se multiplique como vital “naquele que o desenvolve, quanto na pessoa a quem se dirige. Energia viva, pulsante, é o próprio hálito da vida a sustentá-la”. (ANGELIS, 1990, p.51)

Enfrentamento dos vícios

Nós utilizamos preciosas e acumuladas energias em nossas criações artísticas, pois, é um ato de manifestação material de uma força imanente do universo que encarnamos no e para mundo. Por isso, é necessário cuidar destas energias como um tesouro vital e não desperdiçá-la naquilo que não faz bem a nós e nem aos outros.

Estes desgastes se dão através de vícios físicos, mentais, emocionais e que vai diluindo nosso arsenal de produção divina, além de destruir nosso corpo, instrumento superior de nossas criações. Com o passo da consciência e da ajuda fraterna da espiritualidade e dos companheiros de jornada, abrimos a disposição para transformar, mas, é preciso ter persistência e ânimo para aprender com cada dificuldade e entender que estes vícios são mutáveis.

Usar com consciência os talentos

O conjunto de nossas habilidades e competências segue os nossos interesses e disposições de alma, burilando assim, os talentos que vamos construindo ao longo das vidas. Há uma missão pessoal, intransferível, que está de acordo com a necessidade singular do aprendizado individual.

Os artistas possuem suas escolhas de ações estéticas no mundo, sendo responsáveis pela construção de estados espirituais de saúde do planeta, não importando o tamanho ou alcance da obra e sim a intenção de amor manifestada. Como água que necessita fluir pelos seus diversos estados, a produção dos artistas precisam ser posta em prática, deixando as energias bondosas do universo manifestarem belezas no mundo.

Quando interrompemos o fluxo natural ou nos descuidamos irresponsavelmente, agimos contra a nossa saúde, pois, é preciso manter-se em criação constante, respirando a fecundidade do talento que continua desenvolvendo-se.

Alimentar as energias criativas

O ato de criar vem do olhar, do viver e saborear o mundo físico e espiritual, sem dissociação, pois vemos, com a sensibilidade de artistas, as formas e conteúdos, como vibrações manifestadas e que são inspirações contínuas. Muitas destas energias que utilizamos para manifestar as obras são vinculadas a nossa força sexual, que precisa do equilíbrio para nutrir-se bem.

Sabemos que “o sexo é santuário de vida” e que, “estimulado pelo amor que lhe tem ascendência emocional, propicia as mais altas expressões da beleza, da harmonia, da realização pessoal”. (ANGELIS, 1990, p. 112).  Além disto, Joanna (1990, idem) ainda nos complementa ao dizer que “a vida, portanto, saudável, na área do sexo decorre da educação mental, da canalização correta das energias”.

Com isso, fica a nossa disposição em aprender a dinamizar com responsabilidade e amorosidade a nossa ampla usina energética, que flui da pulsação dos fluidos sexuais.

Esforçar-se continuadamente

Seguindo o jargão “quem cedo madruga, Deus ajuda”, o artista é um trabalhador a serviço das criações do bem que vibram no universo e para isso é necessário qualificar-se tecnicamente, artisticamente, pedagogicamente e espiritualmente, para manter-se como instrumento saudável e com sabedoria para criar. O nosso corpo é um dínamo que potencializa as energias mentais e emocionais, retroalimentando-se através das produções diárias, e que, quanto mais benéficas, mais nos beneficiamos em paz, harmonia e inspirações.

Por isso, a experiência está na prática do labor, principalmente voltado para o serviço do bem estar coletivo, auxiliando para que a vida de muitos seja vibrante como nossas obras. Mas, é imprescindível ter cuidado, pois,

o exibicionismo, que passa como vitória, e a prepotência que ameaça, na maioria das vezes são necessidades de valorização do ego com enormes prejuízos para o si-mesmo. Enquanto que a coragem moral é o desafio para a consideração e ação dignificadora dos acontecimentos em torno dos valores éticos e espirituais que os caracterizam. (ANGELIS, 2008a, p.53)

Assim, fica o chamado para nossa profunda atenção com o “ego” e que saibamos que nossa vida é maior do que esta encarnação, do que este momento e esta personalidade que assumimos temporariamente e que os tesouros são energias universais do amor.

Ter a intenção de bem fazer

É preciso saber o que está por traz de nossas criações. Neste momento há o cuidado em ver que o ego é insaciável, que o ter sobrepõe ao ser, que o vislumbre do sucesso pode ficar mais forte que o auxílio amoroso pela obra e esquecermos que os aplausos são sinceros incentivos para nosso espírito continuar ligado fraternalmente ao público.

Temos que ouvir cada palma como batida de coração dentro de nós e que nos energiza para agir no bem. Mas, muitas vezes ficamos na angústia quando “frequentemente só pensamos na crítica com que os outros nos possam alvejar, esquecendo-nos de que é igualmente dos outros que recebemos a força para viver” (LUIZ, 2004, p. 78).

O nosso fazer artístico leva o que somos em amores, dores, conflitos, saberes para as obras, por isso, há uma intenção que deve estar clara, presentificada e encarnada na obra com a consciência de que quero amar, ajudar com bondade e trazer saúde para mim e para as pessoas.

Saber-se no serviço divino

Somos a divindade e nossas criações artísticas manifestam o divino e o acolhedor ato solidário através das obras. Somos canais do universo para trazer ao mundo belezas que gerem bem estar, saúde e desenvolvimento humano, por isso, estamos a serviço da nossa própria e da coletiva divindade expressa nas pessoas, na natureza e em tudo que nos cerca.

Como canais, devemos saber o que deixamos fluir e que tem completa relação com nossos interesses, conhecimentos adquiridos e histórias de vidas. Fica o pedido para que tenhamos a consciência de que servimos através das obras artísticas e que este servir é esteticamente transformador.  E como isso, temos “o dever de abraçar ideais de enobrecimento pessoal e grupal, participar, envolver-se emocionalmente, fazer-se presente na comunidade ” (ANGELIS, 1990, p. 73), agindo na caridade sincera.

Dar a nós mesmos

A entrega talvez seja o passo mais complexo, quando nos colocamos a disposição de auxilio e amor a nós e ao mundo, por isso, devemos refletir e agir com as escolhas, companhias e interesses espirituais mais saudáveis possíveis.

Para manifestar a consciência da ação viva no mundo, através das nossas obras do e para o bem, precisamos manter uma palavra prática e sagrada: disciplina. Quando entregamos uma obra, doamos a nós mesmo para aquele público. Vão nossos sonhos, trajetórias e respirações, que ressoarão na alma e se transformarão em ações no cotidiano, sabendo-se que uma obra influi na vida integral da pessoa.

Este doar-se deve ser íntegro e salutar, assumido com atitudes humildes e singelas o serviço ao bem, pois somos, como diz Angelis (2008b, p. 42), um “operário da ação nobilitante” e possuímos “recursos valiosos para a obra superior”, sendo primeiro  necessário, a disposição.

 

Estes pontos, como “guias” apresentados no texto, servem como disparadores de diversas outras ações relacionadas ao bem individual, coletivo e, necessariamente, comum a todos que se disponibilizam a este bom viver. É importante destacarmos que, quando ficarmos com dúvidas destas nossas atitudes, é só lembrarmos que “a prática do bem é a bússola do ensino” (EMMANUEL, 1969, p.  135).

Nós, artistas, estamos hoje diante dos desafios das diversas escolhas que impregnam o agir, como a sustentabilidade financeira; a comunicação, a circulação e a distribuição do trabalho artístico; a qualificação do nosso ofício; a liberdade estética para criar; os espaços e tempos disponíveis para a criação na vida atribulada; estarmos em grupos e redes solidárias para ações coletivizadas; a convivência com as diversas instituições e suas estruturas, muitas vezes, inflexíveis para a produção artística, além de manter nossa disciplina espiritual e manutenção dos estudos e práticas espíritas.

São amplos e constantes os desafios, que tornam nosso atuar artístico um exemplo de labuta que se especifica e diferencia pela criação das obras de artes e se condensa na manutenção de nossa missão ligada as artes para o bem.

Neste sentido, o vincular-se e o enraizar-se de nossos objetivos, projetos e sonhos, está na dedicação ao auxílio ao próximo, a partir de nossa transformação e depois com a entrega ao outro em amor e determinação.

Para continuarmos com saúde, com a manutenção de nossa firmeza espiritual e nosso contínuo crescimento integral do ser, é imprescindível nos entregarmos com humildade e leveza às ações benéficas através das obras, como vibrações de amor e cumprir nossa jornada neste planeta como caminhantes do bem.

 

Referências Bibliográficas

ANGELIS, Joanna de. [Espírito]. O homem integral. [Psicografado por] Divaldo Pereira Franco. Salvador: Alvorada, 1990.

___________. [Espírito]. Convites da vida. [Psicografado por] Divaldo Pereira Franco. São Paulo: Ediouro, 2008b.

____________. Iluminação interior. [psicografada por] Divaldo Pereira Franco. 2ª. edição. São Paulo: Prestígio, 2008a.

EMMANUEL [Espírito]. Alma e coração. [Psicografado por] Francisco Cândido Xavier. São Paulo: Pensamento, 1969

____________ . Caminho, verdade e vida; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. 28ª edição. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2009.  380p

_____________. O consolador. ; [Psicografado por] Francisco Cândido Xavier. 8ª edição. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1980.  235p

KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Trad. Salvador Gentille. 107ª edição. Araras-SP: Instituto de Difusão Espírita, 1978.

____________. O livro dos espíritos. Trad. Salvador Gentille. 71ª edição. Araras-SP: Instituto de Difusão Espírita, 1974.

LUIZ, André [Espírito]. Sinal verde. [Psicografado por] Francisco Cândido Xavier. São Paulo: Petit, 2004

MEIMEI [Espírito]. Evangelho no lar para crianças de 8 a 80 anos. [Psicografado por] Miltes Carvalho Bonna. São Paulo: Petit, 2008.


[1] Artista Espírita, Arteducador, Diretor Teatral, Gestor Cultural e Pesquisador das Artes Cênicas. Contato: ney.arte@hotmail.com (Salvador-Bahia)

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10.6.10

IX Mostra Espírita de Dança - 2010

Olá, artistas espíritas!

Em breve temos um encontro…

 

 

 

IX Mostra Espírita de Dança - Oficina do Espírito

 

” Novas Formas de Ver: Nova Estética no Ser”

 

13,14 e 15 de Novembro

 

A Mostra Espírita de Dança é um evento cujo objetivo é reunir os grupos espíritas de dança de todo o Brasil, propiciando momentos de estudo, oficinas de aprimoramento artístico, troca de experiências.

É lugar de estreitarmos laços, de nos reencontrarmos e de conhecermos novos amigos.

É espaço para criação de novos grupos, surgimento de novas idéias e de muitas, mas muitas apresentações de dança. Cada uma com sua singularidade e riqueza.

 

Se você já participou deste evento, é hora de correr contra o tempo!

Se você nunca participou, antecipe sua inscrição o quanto antes!

São apenas 180 vagas… Muitas?!

Nããããoooooooooo…muito poucas…Os grupos são grandes e muitos comportam 30 bailarinos!!!!!

 

Quem quiser mais informações e acesso ao regulamento da IX Mostra Espírita de Dança é só acessar o site:

 

http://mostraespiritadedanca.wordpress.com/

 

 

Ah…e tem mais!!!!

Durante a Mostra será oferecido o II Curso de Formação de Coreógrafos Espíritas - “Dançando com a Alma”.

O Curso é direcionado aos que não fizeram o curso 2009.

O Curso acontece concomitante as atividades da Mostra, dessa forma, os que fazem o Curso de Coreógrafos não participam das oficinas e módulos de estudo da Mostra, apenas das apresentações que acontecem no período da noite.

Maiores informações serão encontradas no site:

 

http://mostraespiritadedanca.wordpress.com/

 

 

Um bom começo é LER atentamente o regulamento.

Mas, se ainda assim vocês tiverem dúvidas, não se apertem:

 

Dúvidas sobre a IX Mostra Espírita de Dança, é só encaminhar um email a Lyvia ou Lucas: mostraespiritadedanca@hotmail.com

 

 

Dúvidas sobre o II Curso de Coreógrafos Espíritas -”Dançando com a Alma” é só encaminhar um email a Denize de Lucena - coreografoespirita@terra.com.br

 

Abraço fraterno a todos,

Nos vemos na Mostra!!!!

 

 

Fé, Esperança e Caridade

“Dançar pra Viver, Viver pra Dançar”

 

http://dancaespirita.wordpress.com/

 

 

 

 

 

criado por anapaz    12:50:34 — Arquivado em: Mostra Espírita de Dança

16.4.10

A Música e a Dança

Daniela L. P. Soares

 

- Quero aprender a dançar!

Fala a criança

Adentrando a sala de dança

 

Inicia-se a gestação

Do futuro dançarino

Forjado no esforço de anos

Que reclama paixão e paciência

Dos que trazem no cerne a persistência

E na alma a música em latência

 

É gerado pela música

Envolvido em seus encantos

Que desde o primeiro instante

O fascina, o levanta

 

Vibra em seu corpo a tal ponto

Que não permite que se detenha

Parado no tempo e no espaço

Não há força que o contenha

 

Então se põe a compor

Mil formas em movimento

Que traduzem no corpo os sentimentos

Despertos naquele momento

 

Na vibração que pressente

Em tempos fortes e fracos

Em níveis e intensidades

Traz a tona o impalpável

Emoldurando no corpo e na alma

Uma unidade indissociável

 

O tempo corre…

E sem que o perceba

Já não se sabe o que é música e o que é dança

Simbiose em que o corpo

Vira a partitura e a partitura vira dança

 

Eis que fazem um belo par

O dançarino que é  música

E a música que em seu corpo é dança

 

Já não conseguem se separar

Nasceram um para o outro

Para se completar…

O dançarino fala de música

Sem saber uma nota se quer

 

Mas quem no mundo saberá melhor entendê-la

Senão aquele que nasceu para ser seu par?

 

Ah… Música e Dança

Almas gêmeas ou irmãs!

Vocês colorem a vida

Tornam visível o que não se vê

A música é a alma da dança

E a dança é a música que se pode ver…

criado por anapaz    14:17:52 — Arquivado em: Poesia, Poesia dança

15.4.10

Coreografar: Escrever com o Movimento

Daniela L. P. Soares

Acredito que uma boa coreografia começa pela escolha de uma boa música. Não pode ser qualquer música! Tem que ser uma música que toque fundo na alma, que sensibilize, que faça a platéia ir e vir com o bailarino, adentrar o palco e dançar com ele. Dela nascem as inspirações de movimentos, o clímax que arrebata, a lágrima que rola.

Bailarinos no palco, surgem as improvisações. Entra em cena então o coreógrafo. Bom observador, deve adentrar a alma de seus intérpretes, conhecer e trabalhar com o que têm de melhor. Eis que de repente, do lúdico, dos movimentos incertos, vê nascer o desenho coreográfico, casamento perfeito entre o corpo do bailarino e a música que o embala. Então a coreografia vai surgindo do próprio intérprete e ao coreógrafo, como o pintor, cabe selecionar os matizes das cores que mais lhe agradam.

No espaço desenham-se movimentos, que primeiro sensibilizam o coreógrafo e os intérpretes. A mensagem, o enredo da obra, tocam primeiramente suas almas. Nela se envolvem e se deleitam. Pesquisam, estudam e trazem para o corpo o que as palavras não conseguiram traduzir, o que os pensamentos não conseguiram divisar. Eis que surge a dança, expandindo-se em vibrações além do corpo, transcendendo o ser, afirmando nossa filiação divina.

No palco as luzes se apagam, eis que chega o momento da apresentação. Coração bate acelerado e se ouvem os primeiros acordes da canção. Então o bailarino transcende a técnica, a música, o movimento e põe a alma a bailar. Jogo de luzes, mil formas, cetim a esvoaçar.

A obra se completa ante os olhos da platéia, que emociona e se emociona num discurso sem palavras tecido em vibrações.

O movimento se esvai, mas há um sentimento que fica. Palpável, concreto. Talhado durante o espetáculo no mármore de nossas almas. É o sentimento que animou a criação, que se estendeu aos corpos dos bailarinos e lhes atingiu a alma. É o que os motivou a estar no palco e que envolveu a platéia.

Como é bom escrever com o movimento! Subitamente aparece e rapidamente desvanece. Inspirado em Jesus, deixa um rastro de luz, impresso por onde passa.

criado por anapaz    18:27:45 — Arquivado em: Coreografar

31.3.10

Mostra Espírita de Dança 2010 : Prepara-se desde já!

Olá, artistas espíritas!

Olá, bailarinos de todo Brasil!!!

Preparem as sapatilhas,  pois vem aí …

 

IX Mostra Espírita de Dança

 

Arte na Casa Espírita:

Novas formas de ver, nova estética no ser

13, 14 e 15 de novembro de 2010

 

Local: Instituto de Difusão Espírita - IDE

Rua Emílio Ferreira, 177 - Centro  - Araras/São Paulo

 

A Mostra é composta por módulos de estudo sobre o tema proposto, oficinas de aprimoramento envolvendo teoria e prática da dança, além de apresentações de Grupos Espíritas de Dança de todo o Brasil!

Os bailarinos pagam uma taxa de inscrição referente a alimentação e a hospedagem é realizada no local do evento ou em uma escola gratuitamente. Os que tiverem interesse, podem ficar em hotéis, no entanto, neste caso, a hospedagem fica por conta dos interessados.

Em breve, maiores informações sobre inscrições para grupos e participantes individuais.

Este ano teremos o

 

II Curso  - Dançando com a Alma: O Trabalho do Coreógrafo no Grupo Espírita,

 

voltado para coordenadores e coreógrafos de grupos espíritas de dança. O curso deste ano será dirigido à  aqueles que não participaram no ano anterior. ( Em breve, notícias sobre inscrições e vagas, que são limitadas!)

Para 2011 já está previsto o módulo 2, para aqueles que participaram do I Curso de Formação de Coreógrafos em 2009.

Comece a se preparar desde já e venha ajudar a construir a história da dança espírita brasileira!

Maiores informações: Camila Tavine (coordenadora da mostra)

 nylica@hotmail.com

 

Abraço a todos,

Daniela L. P. Soares http://dancaespirita.wordpress.com/

 

 

 

 

 

 

criado por anapaz    21:14:53 — Arquivado em: Eventos

Grupo Espírita de Dança Iluminar estréia seu novo espetáculo

O Grupo Espírita de Dança ILUMINAR, de Ribeirão das Neves/MG ( grande Belo Horizonte) estréia sábado, dia 03 de Abril seu novo espetáculo - “Chico: Mandato de Amor”.

O grupo vem se preparando desde Novembro de 2009, para a sua primeira montagem. O Grupo que já apresentou diversas coreografias como: Regenerarte, Armadura e Vibração, encara agora o desafio de apresentar um espetáculo que se compõe de performances e várias coreografias cuja tema central é  a vida e obra de Francisco Cândido Xavier.

Para o espetáculo, o elenco realizou extensa pesquisa sobre a bibliografia do autor e de outras obras de apoio.Vivências corporais diversas foram necessárias e muitos ensaios. Além disso,  contou com a ajuda de  uma equipe de amigos e colaboradores para a parte de sonoplastia, cenografia e  apoio técnico, sem a qual o espetáculo não seria concluído.

O elenco é bem eclético e conta com a participação de bailarinos que estão iniciando sua aprendizagem artística e de alguns “veteranos”, que já participam há um ano e meio das aulas técnicas. As idades também são bem variadas, reunindo meninas de 9, 10 anos, adolescentes e adultos que iniciaram dança há pouco tempo. Mais uma vez, vemos a arte unindo, transformando e elevando.

O grupo está bem animado com a montagem, ansiosos para a estréia, mas também muito centrados na perspectiva de mudança e sensibilização que o espetáculo incita e que segundo, os próprios bailarinos, inicia com a disposição de mudança e esforço da vivência evangélica neles mesmos.

A apresentação ocorrerá no IV COJEALTO, o endereço para os interessados segue abaixo:

DATA: 03/04/2010 (sábado)

LOCAL - Escola CAIC

Rua Francisco Ferreira de Resende, 333
Bairro São João -  na cidade de
Conselheiro Lafaiete/MG

Horário: 13:oo horas

http://grupoiluminar.wordpress.com/

 

criado por anapaz    13:18:30 — Arquivado em: Eventos

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