Espiritismo na Dança

“Dança é prece para a Vida.”

12/8/09

Dança: Vibração da Alma

A dança é a vibração da alma que a arte impulsiona sobremaneira.
O corpo é repositório de nossas experiências mantidas nos séculos de nossas existências.
Em cada uma delas, nos despojamos deixando ao solo o acúmulo e o desgaste de nossas energias somáticas. No entanto, levamos conosco em maior profundidade a cada vez, o resultado e o acúmulo das energias, sentimentos e emoções em nosso perispírito: Nosso corpo luminoso, energético e mais sutil. É ele a ligação do ser que somos com o ser que estamos.
A arte, sutilizada e espiritualizada, que eleva-se às esferas em busca da beleza e da divindade, emana e detém as energias através deste veículo: o corpo perispiritual.
A dança, presente nas demais artes e mãe destas todas, é importante veículo de manipulação fluídica e espiritual, deixada ao largo porque ao se definir no ser, em seus contornos e desenhos primários, reflete em maior amplitude o grau evolutivo deste mesmo ser.
A humanidade, embora haja evoluído muito em referência ao seu ponto de partida, muito distante ainda se encontra do seu ponto de chegada.
É-nos mais fácil responder ao que conhecemos. E mais perto ainda nos encontramos das tribos arcaicas que da angelitude.
Nosso corpo fluídico guarda em si os sons dos tambores que buscavam as chuvas, dos chocalhos que cantavam para os ventos e dos batedores que buscavam o deus da força, o deus da natureza.
Gravados neste veículo menos grosseiro, estão os cânticos ritualizados e unicórdios das sociedades primitivas e a eles respondemos como às lembranças carinhosas de nossa infância.
Quando o homem houver desligado-se das imagens e sensações terrenas, através do intercâmbio e das visões do mundo espiritual, das esferas onde a alegria, a harmonia e a paz reinam, refletirá em seu corpo espiritual e este imprimirá no soma as energias divinas e harmônicas do universo.
A dança será então, como já o é em esferas sutilizadas, um cântico de louvação fisicalizada em luzes e formas, emitindo irradiação salutares e terapêuticas, unindo almas em sintonia com os benfeitores e elevando o ser ainda mais a planos de sutilíssimas harmonias.
A arte que plasma no homem a harmonia divina, ainda não foi por ele descoberta em sua real utilidade.
Ainda há pouco iniciou-se a busca da espiritualização da arte. Esta é sim, reflexo do homem hodierno, que ainda busca, qual náufrago em desespero, o prumo e o centro de suas aspirações. Suas inquietações ainda o perturbam e desarranjam sem que lhes traga a felicidade.
Arte e homem caminham juntos por serem tão somente uma única e mesma coisa.
A arte é o elemento divino do homem, sua emoção, sua aspiração, seu ideal, deveria ser-lhe alavanca a Deus. E o será quando ele, o homem, melhorando-se, melhorá-la, elevando-se, elevá-la e divinizando-se, divinizá-la.

Ariel

24 janeiro de 2003.

criado por anapaz    16:29:20 — Arquivado em: Textos dança espírita

A Arte Sublimada

A arte sublimada permite não apenas a doação de energias salutares e benéficas dos benfeitores espirituais àqueles que dançam quanto àqueles que assistem, mas, e principalmente, serve de instrumento sutil de cirurgia espiritual com fins úteis, em adequação e reparos dos que dela, a arte, comunguem.

A arte sublimada, eleva o campo energético, ampliando e aproximando os homens dos espíritos incumbidos de lhes auxiliar, pois que faz eleva os pensamentos, retirando-os, ainda que por breves instantes, do contato com a matéria densa que quase sempre os envolve, permitindo alcançar-lhes o âmago do ser e ali repercutir um eco de amor e sensações de paz.

A arte, quando elevada, saturada de sentimentos e imagens dignificantes, faz purificar a atmosfera em derredor, servindo de filtro dos fluidos e burilando as densidades, tornando-as mais rarefeitas, como delicada chuva que aquece a terra, retirando-lhe a vegetação gasta e a poeira ali deixada, assim a arte retira as densidades grotescas e acumuladas no perispírito dos homens servindo-lhe de salutar banho, a auxiliar sua higienização mental e fluídica.

Toda e cada vez que a arte é utilizada em busca das altas esferas e para materialização dos reinos angelicais, aí encontram os espíritos do bem, oceano perfeito para germinação do amor, do perdão e da renovação.

Façamos destes instantes ainda raros, instantes cada vez mais constantes para que possamos colocar em serviço útil as nossas potencialidades artísticas, dons desenvolvidos adrede para alimento de nossa vaidade, hoje em vias de burilamento e serviço de caridade.

 

 

 

Adolfo.

04 novembro de 2002

 

 

 

criado por anapaz    16:21:33 — Arquivado em: Arte Espírita em Letras — Tags:
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